segunda-feira, 2 de maio de 2011

30 de abril, 2011


Perguntas; Minha decisão


Tem mil coisas passando pela minha cabeça e eu poderia escrever sobre qualquer uma delas, mas acho que vou enxergar as coisas por um ângulo diferente. Decidi escrever sobre o fato de ter esse monte de coisas passando pela minha cabeça.
Essa semana foi complicada. A cada dia a minha rotina tem sido mais intensa e eu tenho provado com mais força a minha capacidade de permanecer equilibrada. Tem sido um treino e se eu continuar com esse olhar amplo, posso dizer que tenho me saído bem. Comparando com o começo do ano, minha vida está muito mais estável, muito menos dramática e eu inclusive alcancei alguns bons objetivos do meu projeto de vida de alguns meses atrás. Mas infelizmente somos seres humanos e nunca estamos satisfeitos. Na verdade, é que depende mais uma vez do ponto de vista. Chegando um pouco mais perto, já começamos a ver os defeitos. É fácil olhar sua vida num sentido amplo e dizer "Ah, está tudo bem, eu poderia estar numa cama de hospital morrendo e não estou, sou feliz!". E mesmo sabendo que isso poderia mesmo acontecer, acho um tremendo comodismo.
"De perto toda coisa linda mostra algum defeito e eu me sinto igual.."
Cheguei em um momento da minha vida que já não consigo mais me entregar à sorte. Não é questão de reclamar, seria muito egoísmo. Mas é você entender que você está aqui por algum motivo e esse motivo não é uma temporada de férias na qual você fica na sombra, tomando água fresca. Eu sei que tudo poderia estar bem pior. Mas acredito que estamos aqui pra aprender. Pra sermos melhores a cada dia. Estamos aqui pra buscar esse melhor, e isso exige esforço. Se acomodar em meio aos "podia ser pior" é negar todos os "pode ser melhor". É negar sua capacidade e seu merecimento de uma vida digna.
Eu já não tenho conseguido aceitar certas coisas. Antes eu ouvia muito, sentia muito e pouco me expressava, pouco mostrava. Engraçado por que nos últimos tempos era super falante e a cada dia me vejo mais quieta. Mas é por que tenho guardado muito minhas energias para coisas que realmente valem a pena. Hoje já não faz mais sentido pra mim chegar em uma festa e falar um monte de bobagem com todos e ser a miss simpatia do evento. Hoje pra mim vale muito mais falar com uma pessoa só a noite toda sobre um assunto de verdade, que me envolva e do qual eu fale de coração e não por obrigação. E me manter na lembrança dessa pessoa como alguém legal, confiável, que passou algo bom e realmente verdadeiro para ela.
Nessas eu confesso que também tenho usado essa objetividade pra falar coisas que antes ficavam presas na minha garganta. Coisas essas que me impediam de existir muitas vezes. Aquele silêncio que nega toda a importância da sua pessoa, dos seus sentimentos, da sua dignidade. E por isso tenho sido vista como uma pessoa grossa. É, eu estou sendo grossa. Acho que é por que ainda não sei administrar essa força que eu arranjei nos últimos tempos. Mas uma coisa eu posso garantir: eu sempre fui grossa. Eu só não falava.
Grossa é a palavra que as pessoas usam pra dizer que você não está tratando-as como elas queriam. Com toda a pompa que elas desejavam.
Sabe, eu to cansada de me sentir responsável por todo mundo. E tudo o que eu mais tenho buscado é garantir o meu espaço e o espaço das minhas vontades.

Quando você sente que aprendeu sobre alguma coisa, quando você acha que está tudo bem na sua vida, vem alguém que te faz uma pergunta que vai fazer você questionar toda a sua certeza. Incrível. As pessoas gostam de te ver em dúvida, isso alivia suas próprias culpas por não saberem das suas próprias vidas.

Acabei de ler um texto que mexeu muito comigo no ano passado. Passei até para uma amiga minha que disse estar confusa. Ao ler mais uma vez, senti algo dentro de mim que me respondeu as perguntas dessas pessoas. "Na dúvida, ame". É exatamente isso. O amor é muito maior, ele é muito mais do que um sentimento. Pra mim o amor consegue envolver todos os sentimentos, sensações, explicações.. é a força que guia o nosso ser em tudo o que fazemos. É amar as pessoas, amar o que elas fazem você sentir. É amar o tempo, o abrir os olhos da manhã, amar o gosto daquela comida, amar a certeza de que você não está sozinho. É aceitar incondicionalmente, é se colocar no lugar dos outros, é entender a intenção positiva de cada um. É uma decisão. A decisão de deixar o amor ser maior do que tudo.
Difícil? Sim, principalmente em um mundo desacreditado, em um mundo que foge de lamentações, ao mesmo tempo em que encontra prazer nas mesmas.

Bom, eu só queria dizer que amanhã é domingo.. e eu não quero mais deixar com que todo o estresse dessa semana contagie mais um dia e mais coisas que eu tenho pra fazer. Eu vou acordar mais cedo e arrumar o meu cabelo. Ver se minha mãe precisa de alguma coisa e depois ligar pro meu namorado. Eu vou falar pra ele que quero sair e que a gente pode ir pra qualquer lugar. Por que na verdade eu quero sair dessa tensão que certas coisas provocaram em mim. Eu quero parar com esses meio sorrisos, eu quero cantar alto e tomar coca cola. Eu quero deixar claro que não estou me acomodando com a minha vida e nem aceitando tudo o que vocês fazem "por que eu podia estar numa cama de hospital". Eu só estou ligando o #foda-se automático por pelo menos um dia e depois eu volto a me preocupar com o fato de eu mesma falar isso pra vocês na segunda-feira, caso eu sinta necessidade.

Eu não vou parar. Eu decidi ser assim. É a minha decisão.

14 de abril, 2011


um grão de areia.


A vida as vezes parece que testa a gente. Parece não, eu tenho certeza que testa. Quando você tem certeza de uma coisa, ela vem e te mostra que não é bem assim. Ela faz você parar e questionar tudo o que acontece, transformando as certezas em mais motivos pra viver com o pé atrás. Sabe aquela pessoa que dirige super confiante e um dia bate o carro? Foi isso que aconteceu comigo na última semana.
Não, eu não bati o carro, graças a Deus. Cada pedacinho de mim continua preso e bem cuidado aos meus 1,70 m. Mas eu estava confiante e a vida me testou. Me fez cair de cara no chão e passar a questionar cada milímetro da certeza que eu guardava em mim.
Já percebi que quando você tem um objetivo na vida, mil coisas e pessoas vão se colocar contra você. É incrível perceber o prazer que as pessoas tem em deixar você na dúvida. Como se a insegurança da outra pessoa tornasse um pouco menos desconfortável a própria. E o pior disso tudo é que essas pessoas não são meros desconhecidos, pessoas que você acabou de encontrar.. são, na maioria das vezes (grande maioria, diga-se de passagem), as pessoas que você mais considera. Acho que é uma estratégia e tanto da vida, pois um comentário de uma pessoa qualquer talvez não surtisse tanto efeito. É mais cruel que isso, é ver uma pessoa que você ama não acreditando que você vai conseguir, é alguém que você tanto admira te mostrando que você é um nada em um mundo de tantos especialistas. Que força um principiante tem pra passar por essas barreiras? Como você vai passar por cima daquilo que sempre foi o mais importante, por uma coisa que pode VIR A SER mais importante do que tudo.
Aquela certeza dá lugar então aos possíveis resultados, às hipóteses. Ao impasse entre o que o seu coração diz e o que o resto do mundo insiste em te mostrar. Vale a pena escolher por um deles? Ou vale mais a pena viver sempre na dúvida?
Acho que é muito difícil pensar nos objetivos e torná-los alcançáveis na nossa imaginação nos dias em que pensamentos desse tipo insistem em não sair da nossa cabeça. É como se fôssemos grãos de areia em uma praia gigante em que tantos já fizeram diferença e no meio de tantas grandes idéias, a sua pode ser apenas mais uma. E tão pequena.
Logo depois penso que as grandes idéias e grandes sucessos não vieram do nada. Eles surgiram de grãos de areia. Pode ser que hoje esse grão seja visto mais como uma pedra ideal, mestre, admirável. Mas um dia ele não passou de um grão, de uma idéia entre mil, de um conjunto de dúvidas. De algo como eu.

11 de março, 2011


Eu estou com você.


Existe sim um pedaço daquela menina aqui dentro. Existe aquele mesmo coração que sentiu aquelas palavras. Existe aquele mesmo silêncio e aquelas perguntas guardadas. Existe o ressentimento e o medo de piorar as coisas. Existe aquela pequena que segurou tudo com o seu sorriso. Um sorriso tão treinado que foi se tornar tão natural.. sorrir por tudo, sorrir por nada. Mas sorrir.
Ouvir de tudo, ouvir de nada. Mas calar.
Existe aquela curiosidade, mas aquela torcida pra que não fosse verdade. Aquela oração no escuro da noite pedindo pra que não acontecesse nada, a escuta por de trás da porta.. ouvindo o que eu nunca quis ouvir.
Será que foi medo? Será que foi um senso de responsabilidade precoce? Será que foi tristeza?
Eu queria muito poder te dar um abraço, pentear os seus cabelos e perguntar se você estava gostando do penteado. Eu queria muito te dizer que tudo aquilo era verdade sim, mas que você não precisava se prender em meio as grades dos outros.. Eu queria poder te perguntar o que você achava de tudo aquilo, queria te contar por que o mundo não era tão bonito assim. Eu queria te dizer que você é linda e que você tem sim ótimas idéias, você é inteligente e sabe fazer as coisas muito bem! Eu queria poder te falar que um coração como o seu pouca gente tem.. que o mundo está com falta de olhos como os seus. Eu queria te dizer que você sabe sim fazer contas, que aquela professora nojenta não sabia o que tava fazendo e que eu ia lá com você no dia seguinte pra mostrar como você sabia sim, só faltou espaço. Eu queria te dizer que você não precisa ter vergonha, as pessoas criticam pessoas como você por que queriam muito ser metade do que você é.. por que as pessas tem medo de pessoas assim, que sentem como você. Não precisa se esconder.. vai lá, pula, eu to olhando pra você.. fala com eles, pergunta o que ta acontecendo.. mostra que você está ali e que eles não podem esquecer de você. As pessoas não podem fazer o que quiserem sem pensar que você também sente. Não desanima.. eu estou longe, mas eu inevitavelmente estou sempre com você.

7 de março, 2011


Casulo


Ouvi uma história uma vez sobre uma borboleta que não conseguia sair do casulo e então um homem foi ajudar.. e essa ótima intenção dele fez com que uma das asas do animal ficasse machucada. Faz muito tempo que ouvi essa história, mas me lembro que seu grande ensinamento era que cada um devia passar pela sua saída do casulo sozinho.. cada um deveria usar de seus próprios esforços para um dia finalmente pode voar. Lembro que quando ouvi isso pela primeira vez eu não pude compreender.. pra mim o altruísmo sempre fora uma das coisas mais bonitas, mais úteis, mais preciosas. Estar lá, estar pronto. Eu sempre procurei estar ali, estar fazendo o melhor.. ainda que eu sempre soubesse que estava longe de ser o melhor.
Hoje eu consigo compreender o sentido dessa história.. consigo entender que não importa o quão boa possa ser sua intenção, você nunca vai poder mudar uma pessoa. E ninguém no mundo vai poder fazer você mudar, além de você mesmo. Mais do que tudo isso.. Você não pode depender da mudança de outra pessoa para mudar também. 
O difícil tem sido colocar isso em prática.. a cada dia em que eu me recuso a ferir a sua asa, eu sinto toda a dor nas minhas. Eu me retorço, eu faço força, eu me enfio no mais fundo de mim mesma procurando um sentido a mais pra vir pra fora. Eu me sinto a ponto de explodir, e pronta pra fugir dessa explosão mais uma vez. 
Eu preciso parar de querer quebrar o seu casulo, quando o que preciso é quebrar o meu. 
Eu quero voar.

25 de novembro, 2010

Dia 25 de novembro de 2010. Pra variar, deixo isso aqui parado e venho de vez em nunca escrever sobre alguma coisa. Estou pensando em escrever mais, quem sabe o tempo e a disposição ajudem. Eu gosto muito de escrever e muitas vezes deixo de fazer isso por que não acredito que alguém vá se interessar em ler o que eu escrevo.. mas quero começar a fazer isso por mim. Leiam ou não, essa é uma das minhas paixões. Uma das minhas fugas.

Tudo na minha vida mudou nos últimos tempos (como sempre muda, mas dessa vez mais). Sinceramente, tem sido complicado administrar todo esse mundo novo, por que eu estava acostumada a viver de uma forma diferente. Estava solteira há alguns meses fugindo de qualquer cara que apresentasse vestígios de problemas. E, até mesmo enquanto estava com meu ex namorado, passava meus dias sozinha, apenas contando com a parte ruim de um relacionamento que já está mais que em crise. Hoje, depois de muito tempo, sinto que estou mais do que bem acompanhada e pela primeira vez na minha vida tenho um relacionamento que me faz me sentir inteira, realmente acompanhada e responsável por cada decisão e cada passo que dou do lado dessa pessoa mais que linda que apareceu na minha vida. Quero um dia escrever só sobre ele, mas hoje vim mais pra escrever sobre o quanto isso e mais as responsabilidades que um final de faculdade preenchem sua mente, de forma que de vez em quando tudo se torna difícil de se administrar. Tudo piora ainda quando você tem uma mãe, um pai e toda uma família que cobra sua atenção e sua presença. 
Uffa, que difícil, como dar conta de tudo? Não sei, cada dia descobrimos uma nova estratégia e, inevitavelmente, uma reclamação de alguma dessas partes.
Mas o grito mais alto que eu ouvi dessa vez foi de mim mesma. Passei dias enfiada em relatórios e TCC, caindo nos braços do meu amor nos poucos momentos em que nossas vidas agitadas nos permitiam, pra no final ouvir minha família criticar como minha vida estava se dando. Eu senti que precisava encontrar aquela que quando tudo estava perdido me acompanhou nas tardes batendo perna num shopping ou mesmo no parque. Precisava ouvir uma música que fosse minha e não me lembrasse nada. Precisava largar a ciência por algumas horas e ler uma coisa totalmente inútil, precisava de um pouco de tempo ocioso e futilidade na minha vida. 

É, todo mundo precisa de um pouco disso. Saber que tem mil coisas pra fazer e escolher ler fofocas ou olhar vitrines. Fazer uma homenagem pra mulher que existe dentro de si mesma e comprar um presente pra ela, quando você está contando os centavos pra pagar qualquer coisa.
E foi isso que eu fiz ontem. Fugi desse mundo de cobranças e dei de presente pra mim uma tarde no shopping. Olhei vitrines, experimentei roupas que sabia que não ia comprar e entrei em uma livraria pra colorir minha cabeça. Escolhi o livro mais fútil que eu podia, Gossip Girl. Comprei. 
Comprei também um CD da Shakira. Amo uma variedade gigantesca de músicas, cantores e estilos, mas nada é mais Carol do que Shakira. Nada traduz melhor minha vida. 
Li um pouco do livro e depois saí do shopping ouvindo o CD em um volume bem alto. Aquelas músicas eram novas e não me lembravam nada, além do quanto é bom estar com alguém, mas quanto é precioso gastar um tempo consigo mesmo. Dar amor a quem mais merece nisso tudo. 
Agora eu estava pronta para continuar amando minha nova, complexa, porém completa vida.

Ouvindo Shakira e lendo
gossip girl.

;P

14 de setembro, 2010

Nossa, quanto tempo faz a última vez que escrevi aqui!
Incrível como tanta coisa mudou nesse tempo. Por que, na verdade, nem foi tanto tempo assim, faz um pouco mais de dois meses! Mas aconteceram tantas coisas que fizeram esses dois meses parecerem um pouco mais de dois anos!
Hoje é dia 14 de setembro de 2010, estou no lab da faculdade por que a professora pediu pra que a gente esperasse alguns minutos pra entrar na sala de aula. Traduzindo, ela pediu pra que eu não fosse na aula dela e, por isso, eu decidi passar essa uma hora e meia na frente do computador, já que não sou nada viciada.
Essa noite foi engraçada. Pra não dizer trágica pelo fato de eu ter dormido super mal. Mas a graça foi que eu sonhei muitas vezes que estava discutindo com uma mesma pessoa e acordei diversas vezes me contorcendo de estresse na minha cama, por conta de um ciúme doentio que me fazia desconfiar de cada nome monossilábico irritante que passava pela boca, ou quem sabe, pelo pensamento, da pessoa com quem eu discutia.
Ontem eu percebi que, ainda que muita coisa tenha mudado nos últimos meses, incluindo histórias, protagonistas e conflitos do meu seriado, me pego de vez em quando com sentimentos antigos, confundindo o que acontece hoje com o que acontecia antes. Sei que hoje tudo está diferente e, graças a Deus, muito melhor, mas alguns sentimentos, alguns medos permanecem.
Como poderia explicar.. hoje vivo com outras pessoas, mas, muitas vezes, tenho medo de que essas pessoas se comportem como as quais com quem eu vivia há um tempo atrás. Ainda acho que se eu colocar certa roupa vão me criticar.. esse sendo um exemplo mínimo disso!.. Se alguem apresenta um comportamento semelhante com o daquela pessoa que ficou lá atrás, eu sinto como se estivesse lidando com ela mais uma vez e aquele conjunto dolorido de sentimentos horríveis aparecem numa fração de segundo, interrompendo a minha alegria e me fazendo acordar como num dos pesadelos dessa última noite. Muitas vezes é difícil pra mim entender que as pessoas são únicas e que o que passamos com cada uma delas também.. Tanta diferença tem me assustado muitas vezes, mas assustado de um jeito bom! O medo é de acreditar tanto nessa diferença e mergulhar na mesma pra um dia me afogar em mais um engano. Todas as vezes que aqueles sentimentos ruins vem a tona, é como se eu estivesse perdendo o ar em um desse mergulhos.

Eu não quero que você morra.

Hoje sonhei que uma pessoa tinha morrido. Foi muito estranho, na hora não sabia o que pensar.. e quando acordei vi que não saberia mesmo, ainda que estivesse acordada. 
Nunca passei por isso. Nunca a morte chegou pras pessoas com as quais eu convivo. E eu não consigo imaginar como seria se isso acontecesse.. qual seria a minha reação, como as coisas continuariam..
Dá muito medo pensar nisso. Hoje estamos com uma pessoa e nada garante que amanhã estaremos também. E isso envolve família, amigos, colegas de trabalho..
No sonho eu fiquei sabendo que morrera uma pessoa que repetidas vezes eu falei "Quero que essa pessoa morra". Acho que foi pra que eu sentisse o que eu digo. Será que eu realmente ia ter qualquer compensação se isso acontecesse? 
Não. Foi péssimo. Imaginar nunca mais ver, nunca mais poder falar tudo o que não foi falado, nunca mais olhar para aquele rosto e nem ficar mais nervosa com aquela existência.
A gente fala tanta coisa sem pensar! E passa tantos dias sem pensar que este pode ser o último que vai nos dar chances de fazer tantas coisas.. e aproveitar momentos que nunca mais vão voltar com determinadas pessoas. Será que vale a pena gastar o possível último dia, com sentimentos ruins, difamando as pessoas?
É inevitável voltar no tempo, inevitável sentir dor. Mas é inevitável encontrar coisas boas, até nesses momentos em que tudo parece ruim. 
Não, eu não quero que você morra.