segunda-feira, 2 de maio de 2011

7 de março, 2011


Casulo


Ouvi uma história uma vez sobre uma borboleta que não conseguia sair do casulo e então um homem foi ajudar.. e essa ótima intenção dele fez com que uma das asas do animal ficasse machucada. Faz muito tempo que ouvi essa história, mas me lembro que seu grande ensinamento era que cada um devia passar pela sua saída do casulo sozinho.. cada um deveria usar de seus próprios esforços para um dia finalmente pode voar. Lembro que quando ouvi isso pela primeira vez eu não pude compreender.. pra mim o altruísmo sempre fora uma das coisas mais bonitas, mais úteis, mais preciosas. Estar lá, estar pronto. Eu sempre procurei estar ali, estar fazendo o melhor.. ainda que eu sempre soubesse que estava longe de ser o melhor.
Hoje eu consigo compreender o sentido dessa história.. consigo entender que não importa o quão boa possa ser sua intenção, você nunca vai poder mudar uma pessoa. E ninguém no mundo vai poder fazer você mudar, além de você mesmo. Mais do que tudo isso.. Você não pode depender da mudança de outra pessoa para mudar também. 
O difícil tem sido colocar isso em prática.. a cada dia em que eu me recuso a ferir a sua asa, eu sinto toda a dor nas minhas. Eu me retorço, eu faço força, eu me enfio no mais fundo de mim mesma procurando um sentido a mais pra vir pra fora. Eu me sinto a ponto de explodir, e pronta pra fugir dessa explosão mais uma vez. 
Eu preciso parar de querer quebrar o seu casulo, quando o que preciso é quebrar o meu. 
Eu quero voar.

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